O melhor dos anos 90 e Seattle Fest logo mais

11 mar

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Esses dias um amigo de infância me questionou, via facebook, quais as bandas essenciais dos anos 90 na minha opinião. Eu, que sou a maior saudosista dessa época, gostei tanto da pergunta que, dois meses depois, resolvi que ela merecia um texto inteiro aqui no Blog. Afinal, quando comecei a pensar na lista na minha cabeça percebi que não dava pra responder ser elucidar em um texto que não ficasse um pouco gigante.

Acho que já falei isso por aqui, mas minha adolescência só começou mesmo no fim dos anos 90, mas como sempre fui ligada em música, sinto que toda a trilha sonora dessa época da minha vida foi um delay do grunge/punk/britpop que explodiu em uma década que era apenas uma menina. Cresci escutando essas bandas e elas fazem parte da minha vida tanto quanto meus familiares. Mais do que alguns, talvez, afinal, esses artistas me entendem.

Hoje, não sei se vocês sabem, tem especial Nirvana + Seattle Fest no Tendencies. Um tributo as bandas dos anos 90 com os caras da banda Válvula (DF) que pra mim é um verdadeiro presente pra quem se liga nisso tudo. Eu considero esse post um esquenta pra logo mais a noite, quando eu vou colocar a minha camisa xadrez e voltar pra melhor época da minha vida.

Pra gente entrar no clima e pra finalmente responder a pergunta do meu amigo, segue aí a lista mais difícil que já fiz na vida. Com dignidade, empolgação e muita saudade da minha coleção de mixtape que tanto eatouvia no meu walkman, ‘The Best of 90’s!’


Nirvana
Podem falar o que quiser, eles são os meus favoritos. Minha adolescência foi moldada a partir da concepção de mundo das letras das músicas do vocalista do Nirvana, Kurt Cobain. Isso pode significar que eu era perturbada, nervosa, depressiva. Mas que também era uma adolescente complexa e cheia de observações a fazer. Pra mim Kurt Cobain é um gênio e toda vez que escuto algum álbum percebo como as canções são atuais e ainda fazem sentido hoje em dia. ‘I’m so happy cause today I’ve found my friends, they’ve in my head. I’m so ugly, that’s ok cause so are you.’ Comece ouvindo o Incesticide, depois escute In Utero, depois Nevermind e pra explodir a cabeça termine com o Bleach. Só Deus sabe quantas vezes me joguei nas rodas chutando e levando chute ouvindo Nirvana.

Sonic Youth
Sonic Youth são tipo os reis dos anos 90. Na minha opinião não haveria grunge se não fosse por eles. Eles representam pro movimento, o que o Lou e o Iggy foram para o punk. A banda mais experimental de toda essa época. Eu passava horas ouvindo e tentando decifrar o que as letras falavam antes de existirem mil sites com músicas traduzidas. A gente ouvia os sussurros ou gritos da Kim e do Thurston e era difícil entender no meio de toda aquela barulheira. Meus ouvidos foram treinados com Sonic Youth. Se hoje escuto e gosto de sons dissonantes o mérito é deles, totalmente e apenas. A primeira camiseta de banda que eu comprei na vida era uma com a capa do Goo, em 2001 ou 2002, hoje tão clássica quanto o disco.

Husker Du
Teve uma época que todo mundo falava pra mim ‘você precisa ouvir essa banda!’. Eu sou do tipo que sigo conselhos, mas me arrependo por ter demorado tanto pra sacar esses caras. O que não significa nada, afinal, sempre há tempo. Eu gosto deles porque é uma das bandas que me mostrar como o rock pode ser versátil. Tanta gente me diz que os roqueiros são bitolados e só escutam as mesmas coisas, mas porra! Se você escutar todas as bandas dessa lista você vai entender porque nós somos completamente diversificados. O Husker Du é uma banda punk que ficou do lado do pop. Eu sempre dou aquela choradinha quando escuto, porque já curei altas dores de cotovelo ouvindo. É pura nostalgia.

Fugazi
Eu acho que Olympia e Washington foram cidades tão importantes para a música nos EUA nos anos 90, como NY foi para a década de 70. E foi lá que nasceu o Fugazi, essa banda que começou em 87 e fez muito sucesso no decorrer da década que estava adiante. Filhos do punk, totalmente, que flertaram com o hardcore e até com o reggae, o Fugazi é uma das minhas bandas favoritas dessa década. Afinal, vocês sabem como eu sou apegada no punk rock e esses caras eles eram totalmente DIY. Eles acreditavam nisso tudo e viveram totalmente de acordo com essa filosofia. Obrigatóriaaaaa!

Butthole Sufers
Quando eu tava lendo o livro ‘Mais Pesado que o Céu’ que é a biografia do Kurt Cobain autorizada pela Courtney Love, eu comecei a procurar todas as bandas que eram citadas lá. TODAS. Eu ouvia tudo e consumia tudo, especialmente as que o Kurt era fã. E foi assim que eu conheci o Butthole Sufers. Caos, caos, caos e muito barulho. Eu gosto que o Kurt, assim como eu, tenha raízes no punk e por isso pra mim era muito fácil ouvir o que ele ouvia. Foi assim com esses caras que começaram com o primeiro disco em 85 e foram até 2001. Eu não sei vocês já viram a lista de melhores albuns segundo o Nirvana, um manuscrito pelo Kurt, que na minha opinião representa praticamente o que ele gostava de ouvir, mas tem uns três discos do Butthole Sufers lá.  Aqui eu compartilho o sucesso, mas vale ouvir a discografia inteira.

Bikini Kill
Os anos 90 e nem mesmo a minha vida teria sido a mesma sem o Bikini Kill e sem a Kathlleen Hanna. Eu quis ter uma banda por causa dela, eu entendi o feminismo por causa das músicas do BK e aprendi a tocar guitarra pra tocar ‘Rebel Girl’. O rock fez sentido como movimento de mudança quando eu conheci o Riot Grrrl e toda minha indignação passou a ser canalizada pra essa busca pelos direitos iguais das mulheres. Foi quando me senti parte de um movimento que até então só agregava homens. Foi quando eu me senti representada, foi quando eu tive minha primeira heroína.

L7
A banda mais suja de todas. Com o L7 era impossível não entender de uma vez por todas que o grunge se tratava de guitarras muito muito sujas. Porque eu não conseguia gritar daquele jeito? Escutei muito numa época que estava obcecada por bandas de meninas.  Hoje vendo os vídeos de shows ao vivo eu só consigo sentir inveja de quem conseguiu assistir essas minas ao vivo.

Sleater-Kinney
Considerando que vocês conhecem todas as bandas mainstream dos anos 90 eu me sinto na obrigação de citar as não tão conhecidas assim. Principalmente pelos meninos, claro. O Sleater Kinney é de Olimpia, a cidade em que o Kurt Cobain se abriu pro mundo das artes. Eu queria ter crescido lá também, mas minha realidade foi completamente diferente. Mas eu dei sorte porque mesmo distante de tudo que estava acontecendo no mundo eu ainda tinha a curiosidade suficiente pra sair caçando bandas por aí e foi assim que eu descobri o Sleater Kinney. Me gravaram uma mixtape Riot Grrrl em um CD e tinha duas músicas do SK no meio. PQP! ‘Call the Doctor’ de 96, o primeiro disco delas acabou se tornando meu favorito e eu amo essas garotas até hoje. Elas voltaram a tocar juntas e eu só quero uma oportunidade pra vê-las ao vivo e realizar um sonho de adolescência.

Pulp
Uma das melhores letras de todos os tempos é de uma música do Pulp. Isso pra mim, claro. ‘Common People’ mostra que todo o Reino Unido é politizado de um jeito ou outro, mesmo que isso venha apresentado de uma forma satírica, o que na maioria das vezes acontece. Não dá pra fugir disso. Lembro que a MTV passava esse clipe vira e mexe e por causa disso eu fiquei obcecada pelo Jarvis Cocker e como ele rebolava o tempo inteiro e se mexia sem parecer que tinha um osso no corpo. Um dos grandes nomes do Britpop, um dos meus favoritos.

Radiohead
Eu amo Radiohead. Eles são tão bons e tão geniais que às vezes que eu esqueço que eles pertenceram aos anos 90. Não porque essa década não tenha sido maravilhosa, mas porque sonoramente o Radiohead flutua no espaço/tempo e não deveria pertencer a nenhuma corrente.  Acho que todos os weirdos e esquisitões como eu, e provavelmente vocês, cresceram ouvindo essa banda. Eu adoro o Radiohead, porque assim como o Nirvana eles nos entregam experiências sonoras diferentes a cada disco que lançam. Se você pensar que eles lançaram o ‘Pablo Honey’ em 1993 você pode considerar inacreditável porque Creep poderia ser a sua canção favorita em 2016!

Pato Fu
Minha banda brasileira favorita. Só depois de muitos anos eu fui descobrir o Nação Zumbi, e por isso, e também por ser mineira e bairrista eu cresci ouvindo Pato Fu. Mal sabia que eles é que iriam me preparar para o grunge que viria depois de uma forma consciente na minha vida. Com o Pato Fu foi diferente porque eu comprava as fitinhas cassetes com os discos quando ainda tinha 10 anos!!! Eu não sabia o que significava nada daquilo, eu só sabia que eles eram uma banda de rock, o que eu já gostava de ouvir desde sempre por causa do meu pai, do meu Estado. E eu gostava do fato de que as músicas eram muitas vezes barulhentas, mas acalmadas pela voz tranquila da Fernanda Takai.

É claro que faltam nessa lista inúmeras bandas, Weezer, Pixies, Suede, Vaselines, Violent Femmes, My Bloody Valentine, Dinosaur Jr… Mas quando eu comecei a escrever eu percebi que se não cortasse algumas eu simplesmente iria escrever uma monografia sobre a música dos anos 90 em forma de lista e eu decidi que de brinde, eu posto uma mixtape beeeem completa depois, o que vocês acham?

House of Cards está de volta, seriados e os nossos vícios de cada dia

4 mar

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Ontem estreou no Netflix a quarta temporada de uma das minhas séries favoritas da atualidade, ‘House of Cards’, com Kevin Spacey e Robin Wright nos papéis principais. Por causa disso, meu objetivo é passar os próximos três dias assistindo ao seriado e ficar novamente obcecada pelo que acontece na vida do casal mais sujo da política americana, pelo menos na ficção, Claire e Frank Underwood.

É engraçado pensar que eu finalmente cheguei aquela idade que quando alguém me pergunta ‘O que você vai fazer no fim de semana?’, a resposta sai tão naturalmente e  instantânea que nem me surpreendo: ‘Vou colocar em dia os episódios dos seriados que assisto e que estão atrasados’. Ou você pensou que eu iria me jogar em alguma balada sem fim?

Para os meus trinta e um anos, assistir séries hoje em dia se tornou uma tarefa como outra qualquer, com benefícios, claro. Eu sempre reservo uma parte do meu dia para essa atividade e ela entra na minha lista de afazeres ao lado de ‘lavar roupa’ e ‘fazer compras’.

Não penso nisso como algo ruim, na verdade. Sinto que essa ‘obrigação’ é algo que a minha geração inseriu em sua rotina diária e fez isso de forma tão orgânica que não há contestação. Ninguém reclama que você decidiu não sair de casa para assistir ao novo episódio de The Walking Dead, porque na verdade, seus amigos estão em suas respectivas casas fazendo a mesma coisa.

Nos posicionamos na frente dos nossos computadores, notebooks, televisão com cabos HDMI, pra assistir aos mesmos lançamentos. E nos fins de semana? Gastamos horas e horas dedicadas a essa atividade.

Quantas vezes não desmarcamos e remarcamos compromissos agendados há dias pra ficar em casa e colocar em dia a última temporada de ‘Girls‘? Ou num comportamento mais absurdo, quantas vezes já pulamos no meio da sala depois de receber uma ligação de algum amigo cancelando aquele café há meses marcado? De repente a felicidade súbita de uma agenda que passou de ‘ocupada – fazendo algo que nem tava a fim’, para ‘livre pra assistir qualquer coisa que quiser no Netflix’.

Só Deus sabe quantas vezes já dei graças e levantei as mãos por céu por momentos como estes e não me orgulho disso. Mas é assim que as coisas são. Por isso não duvide se o amigo do encontro desmarcado também estiver em casa de pés pra cima, recém viciado em algum novo seriado que descobriu.

Eu tento ter uma rotina pra assistir seriados que é quase tão burocrática quanto resolver algo em algum departamento público, mas ao contrário do exemplo citado, funciona. Depois de sofrer muito pra entender que DIA DE SEMANA NÃO DÁ PRA FAZER MARATONA, tive que me educar. Faço listas com as prioridades a serem assistidas e não me permito assistir mais de dois episódios por dia (no caso de seriados com 40/50 minutos de duração) e mais de quatro/ por dia (no caso de seriados com 25/30). No cálculo final entre o tempo assistindo, os minutos debatendo em fóruns e as conversas no telefone especulando o que vem pela frente, em dias úteis, me resguardo o direito de gastar DUAS HORAS E MEIA com essa atividade. Já nos fins de semana…

E aí é que entra ‘House of Cards’, afinal, hoje é sexta-feira. Isso quer dizer que tenho logo mais, sábado e ainda domingo pra tentar adiantar os treze episódios fresquinhos desse seriado. Como, especificamente, essa série eu assisto com meu namorado (nós temos a regra de não assistir separados e espero que ele esteja cumprindo!!), eu tenho que adiantar o máximo que puder durante o tempo que ficamos juntos já que durante a semana eu volto para ‘Breaking Bad’, que por motivos de emprego escroto, acabei começando a assistir apenas esse ano.

Eu não sei como é a relação dos meus leitores com seriados, não faço ideia do que vocês assistem ou não, mas como eu me apego em séries desde que tinha cinco anos (comecei com Star Trek e Gennie é um Gênio) e com o intuito de facilitar a vida pra quem é novato nessa, vai ai uma pequena lista do que eu indico/quero ver até o fim de 2016. Afinal, ter uma lista de séries a assistir e conseguir cumpri-la pode ser considerado a nova melhor meta do momento.

Bora lá?

Breaking Bad
Considerando que vocês podem ser atrasados como eu, taí um seriado que não dá pra não ver. É claro que eu sempre soube que Breaking Bad era bom. Diferente de Game of Thrones (não vejo e não quero ver), todo mundo que eu considero pacas assistiu e me indicou de coração. A história do químico e professor Walter White, que descobre que tem câncer e pode morrer a qualquer momento, e de seu ex-aluno Jesse Pinkman, um viciado em metanfetamina, que juntos começam a fabricar a droga e acabam se tornando grandes traficantes na cidade de Albuquerque no Novo México é realmente sensacional. Porque? Porque esse é o tipo de coisa que pode acontecer na vida das pessoas. Elas podem surtar quando encaram a morte, por exemplo. E a partir dessa nova realidade podem começar a mostrar pro mundo os escrotos que realmente são. Eu gosto de Breaking Bad porque ali não existe máscara. Os personagens mentem por pouco tempo e logo logo a gente descobre que quando a gente encara uma realidade muito dura nada mais sobra do que aquilo que realmente somos.

Girls
Eu amo esse seriado. Parei na segunda temporada (preciso assistir o resto, a última já começou na HBO) e ele é minha terceira prioridade na lista). Sei que muita gente critica a Lena Dunham (autora e co-roteirista da série), mas Girls é tão compatível com a minha vida que por mais constrangedor que seja em alguns momentos eu me obrigo a assistir porque, se ainda não vivi algo assim, com certeza vou viver. Aaah e vamos combinar, quem imaginou que chegaria a essa idade com tanto problema existencial assim? Eu sinto falta da facilidade que os mais velhos tiveram pra decidir coisas como casamento e filhos. Comigo nada é simples, é tudo difícil e sofrido e cada escolha parece um martírio. Não existe felicidade plena e quanto mais a gente lê e estuda, mais a gente sabe disso. Girls é muito muito realidade. A história do quarteto de amigas (?), Hannah, Marni, Shosi e Jessa é total reality bites. Transas erradas, crushes errados, empregos ridículos, situações embaraçosas, porres homéricos, festas horríveis e muita vontade de morrer. Se isso não for real, eu não sei mais o que é.

House Of Cards
The man of the hour, afinal de contas. O seriado da Netflix que inspirou esse post é uma maravilha. Eu comecei assistir depois que todo mundo já tava na segunda temporada. Foi em um domingo de plantão no trabalho antigo e simplesmente FIQUEI LOUCA. House of Cards consegue viciar quem assiste já em seu primeiro episódio, se você quer entender do que se trata. Aqui, diferente de Breaking Bad, você vai se pegar torcendo para o vilão da história que é o mau caráter mais estrategista, determinado e cara de pau de toda a política americana. A história é tão verdadeira que você se contesta se ela realmente não é um reality show do que rola nas ‘Casas Brancas’ ao redor do mundo. Pra resumir: Frank Underwoow é um congressista americano que tem o sonho de se tornar secretário de Estado do presidente que ajudou a eleger. Quando ele não consegue o cargo ele vai além, porque ele é desses. Decide que quer na verdade ocupar a cadeira principal no Salão Oval. Pra conseguir isso ele tem ajuda de uma personagem que é tão importante quanto ele na série, sua esposa Claire Underwood e do seu braço-direito-faz tudo-queria-um-pra-mim-também Douglas Stamper. Eu sou alucinada com os diálogos que são tão bem escritos que poderiam ir direto para um livro e dariam um romance digno de prêmios internacionais. Tá na quarta temporada e eu to juntinho com o lançamento, isso quer dizer que mais tarde: TEM.

Making a Murder
Eu conheci esse seriado porque todo mundo do meu Instagram (tá, não todo mundo, mas uma galera) começou a postar coisas sobre ele e quando fui ler fiquei desesperada louca PRECISO VER AGORA. Infelizmente ele entrou pra lista de espera, mas tem uma localização privilegiada, vai ser o próximo. A produção da Netflix acompanha a história real de um cara que foi preso por um crime que NÃO COMETEU, foi solto e depois foi preso por um crime que, PODE TER COMETIDO NÃO SABEREMOS. Pelo que li o seriado não é tanto sobre o crime, matou, não matou, mas sobre como funciona o sistema judiciário e prisional dos EUA. Eu sou completamente obcecada pelas duas coisas, histórias de assassinos e serial killers e os meandros da justiça e julgamentos e por isso prevejo muito desespero. O problema do seriado é que, como ele não é uma ficção, NÃO PODEMOS RECLAMAR DO ROTEIRO. Ou seja, o que aconteceu aconteceu e não está nas nossas mãos ir lá fazer contestação na página da rede social dos produtores pra ver se quem sabe, eles mudam a história. Fico arrepiada só de pensar.

LOVE
Eu odeio histórias de amor, comédias românticas água com açúcar ou filmes de princesa. ODEIO. Nunca gostei disso. Acho declarações de amor a coisa mais brega do mundo, sempre tive problema com caras que eram bonzinhos demais e não acredito em amor a primeira vista. Por isso mesmo é que to me encontrando nessas produções que desconstroem o universo do amor perfeito que estão fazendo por aí. Em contrapartida sou obcecada pelo Judd Apatow e por mais que você me critique, adoro, adoro, adoro os filmes que ele faz. O dedo dele em Girls (ele é co-produtor, dirigiu e escreveu alguns episódios) é muito determinante e por causa disso, e também da cara do Felipe (meu namorado) de constrangimento absoluto quando está assistindo aos episódios (ele assiste dando pause o tempo inteiro), eu quero muito ver Love que é um seriado criado por ele. Pelo que li e os amigos que já assistiram também me disseram, a produção conta uma história de amor ao reverso de um casal que aparentemente não era pra ficar junto, mas resolve ficar. Pelo que me disseram também, a personagem protagonista, Mickey, é uma louca desvairada e muita gente está me dizendo carinhosamente que ‘ela realmente lembra você, Cecília’. É claro que eu vou assistir. Óbvio. Com certeza.

E depois de todas essas dicas pra vocês eu quero saber, quais as dicas que tem pra mim?

Spirit Awards, é o espírito do cinema independente nos chamando de volta

2 mar

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Não adiantam reclamar, eu gosto do Oscar. Claro que endorso todas as críticas às escolhas dos indicados, especialmente esse ano em relação a controvérsia #oscarsowhite. Mas o fato é que sempre gostei da premiação como um todo. Gosto de assistir os filmes que estão concorrendo, fazer listas dos possíveis ganhadores e claro, de acompanhar todo o burburinho do tapete vermelho porque eu sou fútil.

Mas sim, concordo que esse ano os concorrentes foram muito fracos. As categorias principais acabaram deixando muita gente de fora e as produções indicadas nunca estiveram tão mais ou menos. E beeeeem mais pra menos, pra esclarecer bem. Pra piorar, quando falamos de Oscar estamos falando do cinema feito com muito dinheiro, com grandes atores e grandes estúdios por trás, ou seja, não era pra ser assim, né?

Por isso quando me deparei essa semana com uma outra premiação passando na TV, o Spirit Award eu realmente fiquei empolgada pra caralho. Pra vocês entenderem, o Film Independent Spirit Awards premia produções que foram feitas com até R$20 milhões de dólares. É muito Cecília? É. Pra mim e pra você, mas pra Hollywood nem tanto. Só pra ficar claro, o filme ‘O Regresso’ do diretor mexicano Alejandro Iñárritu com Leonardo DiCaprio no papel principal teve um orçamento de R$165 milhões. Ou seja…

Voltando ao Spirit, eu preciso dizer que gostei muito da ideia da premiação. Ela rola de manhã, sempre um dia antes do Oscar, num clima de descontração total, a galera bem informal, meio que num brunch de sábado (?), e não sei se isso acontece sempre, mas esse ano o Rooney (bons tempos de ‘O.C – Um Estranho no Paraíso’, hein?) tava no palco tocando nos intervalos. EU ADOREI!

Tirando os pormenores, claro que o principal ali são os filmes e foi justamente nisso o Spirit me empolgou. Fiquei com vontade de assistir a todos os concorrentes! Produções que eu, longe de todos os cinemas com programações atualizadas alternativas do planeta, não tinha nem ouvido falar.

De carinha, pra começar escandalizado o #oscarsowhite eles já premiaram o Idris Elba por o papel de coadjuvante em ‘Beasts of No Nation’, o filme com produção do Netflix que eu estou esperando minha TPM passar pra assistir porque eu li que é muito muito triste (esse meio que não tem desculpa, né?). Achei ótimo! E ainda falando falando de ‘Beasts’ o prêmio de melhor ator ficou com o menino Abraham Attah que não conseguiu esconder o sorrisão na hora dos agradecimentos.

Outro destaque pra mim, principalmente em relação a diversidade dos vencedores, foi a transgênero Mya Taylor ter levado na categoria Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme ‘Tangerina’ que eu quero muito assistir now. Ela fez um discurso emocionante quando venceu o prêmio e pediu o óbvio: deem oportunidades e consequentemente visibilidade aos artistas transgêneros. ‘Tangerina’ foi todo filmado em iPhones e eu acho que todo mundo, todo mundo mesmo, deve assistir!!

Outra coisa que adorei foi o discurso de agradecimento da Brie Larson, protagonista de ‘O Quarto de Jack’ (que ganhou na categoria de ‘Melhor Atriz’ no Spirit e também levou o Oscar), sobre como os filmes independentes foram importantes pra ela, porque ‘It taught me to grow up’ (Me ensinaram a crescer). O que é a mais pura verdade não é mesmo? Quantas vezes a gente se sentiu não representado enquanto assistia aos filmes que passavam na televisão contando a história de meninas loiras ricas que eram apaixonadas por garotos loiros ricos e que no final, sempre ficavam juntos? A gente era toda esquisita, usava as roupas doadas pelas primas, lia uns livros que ninguém lia e não tinha um crush correspondido.

Por isso é sempre importante manter as coisas em perspectiva e mesmo que a gente esteja completamente distante de festivais de cinema alternativos e salas que exibem produções renegadas pelos grandes estúdios e de baixo orçamento, que nosso olhar não foque apenas no mainstream. Isso é um erro que não quero voltar a cometer. Como aconteceu com Brie, foram os filmes independentes que me ajudaram a crescer. Que foram essenciais na formação da minha personalidade, na minha aceitação como uma adulta não convencional, na resistência da minha auto estima e no meu amor pela arte. Que isso não seja esquecido nunca.

Tirando os vencedores, o que me interessou no Spirit mesmo foram os indicados. Quando percebi a vibe da premiação corri pra ver a lista inteira na internet pra também assistir aos trailers e consequentemente, procurar os meios de ter acesso a essas produções e fiquei empolgadíssima com cada um dos filmes lembrados pela premiação.

Por isso, como dica pra essa quarta-feira, deixo abaixo a lista de todos os concorrentes (em negrito os vencedores) para que você, se empolgar, também faça o mesmo e corra pra assistir. Depois quem sabe, a gente pode trocar figurinhas pelos comentários sobre o que achamos? Hein? De bônus ainda linko aqui a cobertura Behind the Scenes da Paste Magazine que ficou curtinha, porém muito legal. Vale a pena dar uma conferida. Boa maratona a todos.

Melhor Filme
Anomalisa
Beasts of No Nation
Carol
Spotlight — Segredos Revelados 
Tangerina

Melhor Diretor
Sean Baker — Tangerina
Cary Joji Fukunaga — Beasts of No Nation
Todd Haynes — Carol
Charlie Kaufman e Duke Johnson —Anomalisa
Tom McCarthy — Spotlight — Segredos Revelados
David Robert Mitchell — Corrente do Mal

Melhor Atriz
Cate Blanchett — Carol
Brie Larson — O Quarto de Jack
Rooney Mara — Carol
Bel Powley — O Diário de Uma Adolescente
Kitana Kiki Rodriguez — Tangerina

Melhor Ator
Christopher Abbott — James White
Abraham Attah — Beasts of No Nation
Ben Mendelsohn — Mississippi Grind
Jason Segel — O Final da Turnê
Koudous Seihon — Mediterranea

Melhor Roteiro
Charlie Kaufman — Anomalisa
Donald Margulies — O Final da Turnê
Phyllis Nagy — Carol
Tom McCarthy e Josh Singer — Spotlight — Segredos Revelados
S. Craig Zahler — Bone Tomahawk

Melhor Atriz Coadjuvante
Robin Bartlett — H.
Marin Ireland — Glass Chin
Jennifer Jason Leigh — Anomalisa
Cynthia Nixon — James White
Mya Taylor — Tangerina

Melhor Ator Coadjuvante
Kevin Corrigan — Results
Paul Dano — Love & Mercy
Idris Elba — Beasts of No nation
Richard Jenkins — Bone Tomahawk
Michael Shannonm — 99 Homes

Melhor Roteiro de Iniciante
Jesse Andrew — Eu, Você e a Garota que vai Morrer
Joseph Carpignano, Mediterranea
Emma Donoghue — O Quarto de Jack
Marielle Heller — O Diário de uma Adolescente
John Magary, Russell Harbaugh, Myna Joseph — The Mend

Melhor Fotografia
Beasts of No Nation
Carol
Corrente do Mal
Meadlowland
Songs My Brothers Taught Me

Melhor Documentário
(T)error
Best of Enemies
Heart of Dog
The Look of Silence
Meru
The Russian Woodpecker

Melhor Filme Estrangeiro
Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência
O Abraço da Serpente
Garotas
Mustang
Filho de Saul

Melhor Filme de Iniciante
The Diary of a Teenage Girl
James White
Manos Sucias
Mediterranea
Songs My Brothers Taught Me

Freshback pra essa sexta: Quem vamos?

26 fev

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Hoje é sexta-feira e todo mundo já ta no feeling da felicidade mesmo que tenha acordado às 06h da manhã, porque se tem uma coisa que deixa a gente feliz é saber que o importante desse dia não é a hora que você acorda, mas a hora que você vai pra cama. E, atente-se aqui, pra fazer valer o dia, precisa ser tarde.

Pensando nisso, eu decidi que a partir de agora, toda sexta, o Blog vai te encher de dicas sobre o que vai rolar no fim de semana. You only live once, não é mesmo?

E decidi que vou começar justamente com uma dica que logo de cara dou cinco estrelinhas douradas porque, believe me, eu já estive lá.

Com Diogo Sousa (guitarra), Rojas Rhoden (baixo), Hugo Lourenço (guitarra) e Renato Rezende (bateria) a banda a Freshback é a atração do Tendencies logo mais a noite e os caras tão compensando a investida. Com um show mega divertido, recheado de covers e uma banda toda trabalhada na montação, a apresentação deles não se resume em apenas um show repleto de músicas praticamente iguais as que você escuta no CD da gravação original, com cada nota meticulosamente decorada exatamente como manda a cifra oficial.

Com a Freshback estamos falando de releituras em versões completamente diferentes das músicas originais que eles escolhem tocar. O resultado é sensacional e no show eles botam fogo no público que se joga o tempo inteiro, canta junto todas as letras e fica ansiosamente esperando qual será a próxima faixa. Pretty fucking cool.

Pra sentirem esse clima ao vivo e assim dar um start no fim de semana é só colar no Tendencies Music Bar, a partir das 22h30 e ser feliz. E claro que como nesse Blog nada é como parece ser, vai aí uma pequena entrevista relâmpago que eu fiz com o Rojas. A gente conversou sobre o projeto da Freshback e sobre como vai ser o bailão dessa sexta. Bora lá!

Blog da Ciça: Amanhã tem um super bailão da Freshback, e apesar de eu já ter assistido alguns shows de vocês quero saber o seguinte: de onde surgiu a ideia de montar essa banda?
Rojas: Eu e o Diogo tocávamos em outra banda e já fazíamos dois covers com releitura. Quando a banda acabou, decidimos montar outra e focar apenas em releituras, pois a aceitação era bem legal e a gente se divertia muito. Depois veio a ideia das fantasias e nos transformou na ‘arte da delícia!’, hehehe.

Blog da Ciça: O show de vocês no Carnarock fez muito sucesso. Especialmente pela mistura de hits do axé clássicos com rock e da presença da Malu na apresentação que deu um charme. Como vocês montam o repertório pra cada apresentação? O que vocês levam em conta na hora de escolher o setlist?
Rojas: A gente tem um repertório base, que foi montado ao longo dos anos sem muito critério. De acordo com o evento que vamos tocar, separamos as músicas e incluímos mais algumas que combinem com o tema. Ao exemplo do carnaval, que tocamos praticamente só axe e, em outra oportunidade, tocamos apenas sertanejo em um São João.

Blog da Ciça: Qual a música está no show de vocês e sempre faz muito sucesso?
Rojas: Dos covers ‘sérios’ acredito que ‘Eva’ (da Banda Eva) seja a música que atinge melhor a galera. Das mais zoadas acho que ‘Dig Dig Joy’ seja a que o público acha mais engraçado.

Blog da Ciça: Existe alguma música que vocês tem vontade de colocar no repertório, mas ainda acham que o público não tá preparado? Ou vocês meio que não tem limites?
Rojas: Temos muito interesse em recriar rocks clássicos de boy bands, mas acreditamos que ainda não seriam tão bem absorvidas comicamente quanto as que fazemos com as brasileiras. Mas limites….. Limiiiiiiiites não temos, não. Temos apenas restrições quanto aos covers óbvios que todos tocam, como Mamonas Assassinas, Balão Mágico e Xuxa.

Blog da Ciça: Qual o repertório dos sonhos da Freshback? 
Rojas: Não existe exatamente “dos sonhos”, pois a cada show levamos um tema e, com ele, a gente entra com tudo. Posso dizer que a cada show, quando vemos a diversão rolando no público, realizamos o nosso repertório perfeito.

Blog da Ciça: Uma coisa legal da Freshback nas apresentações são os figurinos que vocês usam nos shows. Como é esse processo de montação?
Rojas: Tomo pra mim essa responsabilidade. A banda escolhe o tema e eu, junto com minha irmã, que é tão sem noção quanto eu, fazemos o figurino mais  zoado possível em cima do original.

Blog da Ciça: O que podemos esperar do show de logo mais?
Rojas: muita loucura e diversão com essa turminha do barulho que vai aprontar todas no palco do Tendencies.

Formação atual:
Diogo Sousa: guitarra
Rojas Rhoden: baixo
Hugo Lourenço: guitarra
Renato Rezende: bateria

Gilmore Girls, tá tendo. Chilique, também

19 fev

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Prepare-se, post com muitos corações e um pouquinho de chilique. 

Gilmore Girls vai ganhar um revival! Quem aqui está super feliz por isso? Eu, claro! Minha alegria é super fácil de diagnosticar já que pra mim essa é uma das melhores notícias que recebo em meses, pois aqui vos fala uma fã de verdade. Sem exagero! Esse seriado com certeza tá na lista dos meus favoritos da vida e ocupando uma posição de prestígio e importância junto com produções como ‘Alf o ETeimoso’ e ‘Twin Peaks’. Não tente entender.

Confesso que quando fiquei sabendo da volta de Três é Demais (Full House) com produção do canal internético pago Netflix, meu coração começou a bater mais forte. Na hora que li pensei que se a Netflix estava desenterrando seriados antigos, então estávamos falando de uma possibilidade concreta de ter de volta da minha história favorita nas telinhas. Porque sim. Se você me perguntar qual seriado eu escolheria para trazer das cinzas novamente a resposta é bem óbvia e instantânea: Gilmore Girls.

Depois disso eu internamente comecei a surtar e caladinha criei esperanças de que a trama escrita por Amy Sherman-Palladino pudesse voltar de alguma maneira a ser exibida e isso finalmente, finalmente aconteceu.

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Afinal gente, foram muitos anos acompanhando a vida da dupla de mãe e filha mais legal da televisão, Rory e Lorelai. Madrugadas assistindo as temporadas, já que na época não tinha tv a cabo e precisava baixar tudo na internet. Quando o seriado acabou eu senti pela primeira vez aquele vazio que apenas quem acompanha séries por anos a fio sabe o que significa. Foram sete temporadas meus amigos.  Sete anos da minha vida vendo Rory e Lorelai brigarem e fazerem as pazes, vendo namorados irem e virem do coração daquela adolescente viciada em literatura e acompanhando o sofrimento do Luke na tentativa de conquistar definitivamente o coração daquela mulher que não se entrega pra ninguém. E agora a gente vai ter tudo isso de volta.

O mais legal é que quem não teve a oportunidade de assistir na época (2000-2007) vai poder acompanhar esse revival e quem sabe, se apaixonar por essa história como eu me apaixonei há 16 anos atrás.

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E como eu não sou a única que estou dando pulos de alegria por aí, já percebi que toda a internet tá pirando com as notícias sobre esse seriado. Então pra facilitar, eu listo todos os fatos que sabemos sobre essa nova temporada (UNTIL NOW):

  • Sob a batuta da Netflix, Gilmore Girls voltará com uma temporada com quatro episódios de noventa minutos cada;
  • Cada episódio terá como acompanhamento as estações do ano. Ou seja, como teremos quatro eps já sabemos que eles se passarão na primavera, no verão, no outono e no inverno. Quem aí se lembra de Stars Hallow com neve? <3
  • Não sabemos a data de estreia ainda. AINDA;
  • Quem volta: Lauren Graham (Lorelai), Alexis Bledel (Rory), Scott Patterson (Luke), Jared Padalecki (Dean), Milo Ventimiglia (Jess), Matt Czuchry (Logan), Kelly Bishop (a vovó Emily Gilmore), Keiko Agena (Lane), Liza Weil (Paris), além de Todd Lowe (Zach), Danny Strong (Doyle), Jackson Douglas (Jackson), Liz Torres (Miss Patty), Yanic Truesdale (Michel) e John Cabrera (Brian).
  • Quem vai fazer falta:  Edward Herrmann, o vovô Gilmore, que faleceu esse ano e Melissa McCarthy, a Sookie, melhor amiga de Lorelai;
  • Paul Anka, o cachorro da Rory e Lorelai também está de volta!!!
  • Amy Sherman-Palladino, criadora da série, será a responsável pelo roteiro e direção da nova versão.;
  • Os novos episódios terão 90 minutos de duração;
  • Novos personagens moradores de Stars Hollow entrarão no seriado;
  • Não sabemos ainda com qual dos namorados a Rory voltará, afinal todos os três, inclusive o loirinho de The Good Wife, estarão de volta. Mas eu torço pelo Dean, sempre torci e sempre torcerei;
  • Apesar da empolgação… O revival se resumirá nesses quatro episódios. Depois disso o seriado será finalizado de vez. Mas pelo menos isso vai acontecer pelas mãos de sua criadora Amy Sherman. Ela não esteve envolvida com a roteirização da última temporada e agora vai controlar tudo. Sendo assim, acho que finalmente os erros que foram cometidos na sétima temporada serão corrigidos.

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Não vejo a hora de começar tudo de novo. Sabe aquela sensação que a gente sente quando tá esperando uma viagem linda se aproximar… Meio que contando os dias, fazendo planos? É assim que meu coração adolescente está se sentindo agora. Como não sabemos a data de estreia, eu vou fazer o meu flashback e assistir todos os episódios novamente. Convido vocês a fazerem o mesmo esquenta e também fazer parte da família Gilmore, a gente te recebe de braços abertos. Até lá, ficamos aqui, contando os segundos!

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